sábado, 22 de maio de 2010
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Manifesto Regionalista de 1926
1925 e 1930 é um período marcado pela difusão do Modernismo pelos estados brasileiros. Nesse sentido, o Centro Regionalista do Nordeste (Recife) busca desenvolver o sentimento de unidade do Nordeste nos novos moldes modernistas. Propõem trabalhar em favor dos interesses da região, além de promover conferências, exposições de arte, congressos etc. Para tanto, editaram uma revista. Vale ressaltar que o regionalismo nordestino conta com Graciliano Ramos, José Lins do Rego, José Américo de Almeida, Rachel de Queiroz, Jorge Amado e João Cabral, na 2ª fase modernista em 1926.
sábado, 15 de maio de 2010
Mapeamento Bibliográfico

ALMEIDA, José Maurício Gomes de. A tradição regionalista no romance Brasileiro – 1857-1945. Editora: Top Books - Capitulo 4: pág. 189 : O regionalismo nordestino de 30.
BASI, Alfredo. A literatura brasileira. Editora: Cultrix - Capítulo 3, pág. 53, 55-68 : Ficção (1): O conto regionalista e a prosa de arte.
BASI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. Editora: Cultrix - Capitulo 8: pág. 397-406 : José Lins do Rego
Direção de Afrânio Coutinho, Co-direção Eduardo de Faria Coutinho
Literatura no Brasil – Era Modernista. Editora Global, a partir da pág. 389: Graciliano Ramos.
DUARTE, Eduardo de Assis (Organizador). Graciliano Revistado. Editora: Editora Universitária UFRN - Pág 153-159: Graciliano e Vidas Secas (Nelson Pereira dos Santos)
HELENA, Lúcia. Modernismo Brasileiro e Vanguarda. Editora: Ática - Capítulo 5: Os manifestos brasileiros da fase heróica - Pág. 75-76: O manifesto regionalista (1926/1952)
LINS, Álvaro. O romance brasileiro contemporâneo. Editora: Edições de outra - Capitulo 4: pág. 59-84 : Valores e Misérias de Vidas Secas
MARTINS, Wilson. O modernismo – A literatura Brasileira. Editora Cultrix - Pág. 272-280: José Lins do Rego.
Principais Autores
Rachel de Queiroz (1910-2003)
José Lins do Rego (1901-1957)
Jorge Amado (1912-2001)
Amando Fontes (1899-1967)
Romance de 30
Chama-se de frescura de 30 ou Neorealismo a produção ficcional brasileira de inspiração realista produzida a partir de 1928, ano de publicação de A bagaceira, de José Américo de Almeida, que inaugura o referido ciclo.
Em função do predomínio da temática rural, generalizou-se também o conceito de romance regionalista para indicar os relatos da época, apesar de alguns romances urbanos fazerem parte do mesmo período.
As características comuns aos romances de 30 são a verossimilhança, o retrato direto da realidade em seus elementos históricos e sociais, a linearidade narrativa, a tipificação social (indivíduos que representam classes sociais) e a construção ficcional de um mundo que deve dar a idéia de abrangência e totalidade. Características muito semelhantes às do Realismomachadiano, com o acréscimo do regionalismo e das conquistas modernistas de introspecção e liberdade lingüística.
A década foi marcada também por um impressionante florescimento de estudos sobre a sociedade brasileira, com destake especial para Casa-grande e senzala (2054), de Gilberto Freyre.
Quanto à temática, os romancistas de então enfatizam as questões sociais e ideológicas. É uma época de efervescência política no país e no mundo: no Brasil Getúlio Vargas assume depois de uma Revolução e inauguraria o Estado Novo, enquanto o mundo vive o período entre-guerras e assiste à ascensão do socialismo na União Soviética. O escritor, ao invés de pegar em armas, usa a ficção, a descrição e o romance como forma de denunciar as desigualdades e injustiças.
Fonte: Wikipédia
Contexto Histórico
Ao longo do século XIX, surgem escritores voltados à produção de obras saudosistas, que se propõem a realizar uma retomada romântica do Brasil dos séculos XVI, XVII e XVIII.
Por conta disto, costuma-se estudar o regionalismo a partir dos romances coloniais de José de Alencar e das poesias indianistas de Gonçalves Dias, que no século XIX nascem daquela aspiração patriótica de fundar a nobreza do país em um passado mítico. Esta aspiração põe o regional acima do nacional, e esta pode ser a definição mais simples e eficiente a respeito do que vem a ser o sentimento regionalista. São obras simbólicas dessa época O Gaúcho e O Sertanejo, ambas de José de Alencar.
No começo do século XX a matéria rural voltou a ser tomada a sério, assumida nos seus precisos contornos físicos e sociais dentro de uma concepção mimética de prosa. É o caso do regionalismo de Valdomiro Silveira e de Simões Lopes Neto, que resultou de um aproveitamento literário das matrizes regionais.
Simões Lopes Neto chega a transpor para o português escrito a linguagem própria do gaúcho, com termos castelhanos e expressões características. Algo muito semelhante fazem osModernistas, ao buscar no interior do país a síntese do próprio Brasil. Macunaíma, de Mário de Andrade, também transpõe a linguagem do brasileiro – no caso, do nortista e do nordestino – com termos indígenas e expressões populares.
Mais tarde, em Guimarães Rosa, o regionalismo sofre uma metamorfose que o trará de novo ao cerne da ficção brasileira. É a permanência e transformação do regionalismo no Romance de 30 de escritores como o baiano Jorge Amado, o gaúcho Erico Verissimo, o paraibano José Lins do Rego e o alagoano Graciliano Ramos. Aqui, o autor realista descreve sua terra e sua gente não com exaltação, mas de maneira mais centrada e reflexiva, numa tentativa de compreender o momento presente, as desigualdades sociais, a formação da elite etc.
Esta é, aliás, a grande diferença entre o regionalismo visto pelos românticos e o regionalismo ressaltado pelo Realismo. No primeiro havia um sentimento de idealização, de caráter otimista, de exotismo, ao passo que no segundo investiga-se o humano em suas relações com o meio, com a linguagem, a paisagem e a cultura de uma determinada região.
Contemporaneamente, alguns textos (especialmente os de investigação histórica) preservam matizes fortes de regionalismo, como no caso dos gaúchos Luiz Antônio de Assis Brasil, Fernando Neubarth, Valesca de Assis, Pedro Stiehl.
Fonte: Wikipédia


